O que é cross docking e como ajuda o e-commerce

O que é cross docking e como reduzir custos e tempo de entrega


Empresas que trabalham com entregas e que sabem o que é cross docking se colocam em vantagem frente os seus concorrentes.

E é assim porque esse conceito trata justamente de um dos pontos mais críticos em uma rede de distribuição: o armazenamento.

Veja, por exemplo, o que diz o estudo Custos Logísticos no Brasil, do Ilos. 

De acordo com o levantamento, os custos com estoque são os mais impactantes para o país, depois do transporte, representando 4,5% do PIB brasileiro, ou R$ 268 bilhões.

Nesse caso, quem trabalha com e-commerce ou entregas no varejo físico precisa buscar por mecanismos no sentido de reduzir esses custos.

É onde entra em cena o cross docking, uma estratégia operacional que pode ajudar suas lojas a aumentarem as receitas sem que seja preciso vender mais. 

Quer saber como isso é possível?

Siga a leitura, descubra o que é cross docking e como implementar.

O que é cross docking? 

Se fôssemos traduzir ao pé da letra, cross docking poderia ser interpretado como “cruzar o armazém”.

Pois é mais ou menos isso que acontece com uma mercadoria entregue por esse sistema. 

Nele, um produto só passa por um estoque pelo tempo estritamente necessário para ser despachado em direção ao cliente final.

Como veremos mais à frente, isso é bom para todas as partes envolvidas na cadeia de suprimentos.

Para quem entrega, a dispensa dos sempre pesados custos com estocagem e, para quem recebe, a certeza de um serviço prestado no menor tempo possível.

Qual o papel do cross docking na logística

Agora que entendemos o que é cross docking, vamos abordar para que ele serve em aspectos logísticos.

De acordo com um estudo da UFRJ, de autoria de Jéssica Linhares Mondêgo, o chamado dock to stock time (tempo que a mercadoria leva para chegar da doca até o armazém) ideal deve estar em torno de 2 horas. 

Nos grandes centros urbanos, esse é um desafio dos mais difíceis de vencer, considerando fatores como tráfego, qualidade da malha rodoviária e dos custos com manutenção veicular.

Isso sem contar que, em muitos casos, a distância entre uma doca e um centro de distribuição (CD) pode ser por si só um obstáculo.

Para superar esses entraves, o cross docking vem a ser a solução mais indicada, já que, por meio dessa técnica, a entrega deixa de depender de um armazém para intermediá-la por longos períodos.

5 benefícios da estratégia de cross docking 

Quando se trata de operações logísticas, a menor distância entre dois pontos continua a ser uma linha reta.

Significa que, quanto menos intermediários houver entre um produto e o seu destino, melhores serão os resultados para todos os envolvidos.

Isso vale até para os CDs, já que terão mais espaço disponível para trabalhar conforme as empresas aderem ao cross docking em suas operações logísticas.

Se bem executada, a estratégia cross docking pode realmente trazer resultados muito bons, principalmente para quem está na ponta do processo.

Vamos ver, então, que vantagens são essas e em que momentos elas se fazem perceber no dia a dia de um e-commerce.

1. Redução de custos com estoque

O que é cross docking se não uma ótima estratégia de redução das despesas com armazenamento de mercadorias?

Essa é uma das grandes vantagens do modelo.

Embora o envio para um CD ainda seja necessário em algumas modalidades, ele só acontece por razões específicas e não para que o produto seja estocado indefinidamente ou por longos períodos.

Isso faz com que o gestor de um e-commerce deixe de precisar arcar com as pesadas diárias cobradas para manter itens em inventário. 

Também pode reduzir custos com diárias de veículos, nos casos em que possíveis fornecedores trabalhem com esse sistema de pagamento.

2. Entregas mais ágeis

Não há dúvidas também a respeito da maior agilidade que o cross docking proporciona. 

Ao permanecer o tempo mínimo em um estoque, a mercadoria pode ser entregue no mesmo dia em que sai da doca.

Lembre que, quanto menos tempo um e-commerce levar para entregar um produto, mais entregas ele poderá fazer e, assim, mais receitas poderá gerar.

Isso sem falar da maior satisfação do cliente, sobre a qual vamos falar alguns tópicos adiante.

3. CMV reduzido

O Custo por Mercadoria Vendida (CMV) é um importante indicador-chave de performance para quem trabalha com a entrega de produtos.

Quando se exclui a necessidade de estocagem de mercadorias, naturalmente, o custo global para sua entrega é reduzido.

Sendo assim, cada produto entregue terá uma margem de lucro maior.

Essa redução pode ser repassada para o cliente, barateando os preços e, dessa forma, aumentando a competitividade de um e-commerce.

Na cadeia de suprimentos, na maioria dos casos, a lucratividade aumenta mais em função da minimização dos custos do que na realização de novas entregas.

Assim sendo, o cross docking vem a ser a melhor solução para quem precisa “cortar na carne”.

4. Minimização de perdas

Outro ponto sensível para quem opera com entregas é o risco sempre presente de perdas e extravios de produtos.

E se até mesmo a gigante Amazon enfrenta problemas com roubos e furtos de mercadorias no interior de seus estoques, é sinal de que esse é um problema grave.

Além disso, um estudo realizado pela Universidade da Flórida revela que as perdas com roubos dentro de armazéns podem totalizar um prejuízo para o varejo de US$ 18 bilhões anualmente.

Evitando que uma mercadoria passe pelo estoque, esses riscos são bastante reduzidos, não só por driblar a ação de pessoas mal intencionadas como por diminuir os custos com seguros.

5. Clientes mais satisfeitos

Por último, precisamos falar sobre as entregas mais rápidas, com mercadorias nas melhores condições e bem acondicionadas, que são garantia de clientes mais satisfeitos.

Em virtude de todas as vantagens enumeradas até aqui, o cross docking é a única solução viável para isso, já que ele ajuda a eliminar as tradicionais barreiras comuns às operações logísticas.

Ainda assim, em certos casos, pode ser necessária a intervenção de CDs para assegurar que uma entrega seja feita nas condições ideais.

Nesse sentido, o cross docking pode ser arquitetado de maneira a aproveitar o melhor que cada agente da cadeia logística tem a oferecer sem perder de vista suas vantagens e benefícios.

Tipo de cross docking 

Quando você entende o que é cross docking, percebe que o modelo é bem simples, se considerado na sua forma mais “pura”.

No entanto, em certos casos, ele não pode ser aplicado, seja por contingências operacionais, seja pelas características de certos produtos.

Por isso, algumas operações precisam ser feitas com o apoio de um estoque, ainda que seja para processos mais específicos.

Para empresas que vendem pela internet ou lojas físicas que trabalham com entregas, conhecer cada uma dessas variáveis faz toda a diferença, dependendo do tipo de mercadorias que costumam entregar.

Saiba quais são então os tipos de cross docking e de que forma eles se estruturam no contexto das operações logísticas.

Cross docking pré-distribuído

Vale destacar que o cross docking opera a partir de quatro etapas básicas.

  • Programação pelos fornecedores da distribuição de um produto
  • Acolhimento da mercadoria no estoque
  • Inspeção e registro da carga para efeitos de controle
  • Embalagem e, se necessária, consolidação dos pedidos para posterior expedição.

Considerando essas quatro etapas elementares, o chamado cross docking pré-distribuído vem a ser o modelo mais simples.

Nele, a operação se resume a receber a mercadoria e fazer sua expedição com o mínimo de participação dos funcionários de um armazém.

Cross docking consolidado

Já no sistema de cross docking consolidado, o produto precisa ser preparado, podendo assim ser ajustado conforme as exigências do cliente final.

Para isso, as cargas recebidas são repassadas para uma área de acondicionamento para serem inspecionadas e adequadas de acordo com cada pedido.

Nesse momento, elas podem ser, por exemplo, organizadas em paletes, nos quais unidades menores são agrupadas.

Pode acontecer também o movimento contrário: as mercadorias a serem entregues são fracionadas ou redistribuídas para formar kits.

Digamos, por exemplo, que um cliente encomendou um produto que não dispõe de embalagem no estoque do qual ele vai sair.

Pelo modelo de cross docking consolidado, essa embalagem pode estar em um outro ponto, pelo qual a mercadoria deverá passar antes de ser entregue ao cliente final.

Cross docking híbrido

Por sua vez, no sistema de cross docking híbrido, um produto pode ter que passar por uma área temporária de armazenamento antes de seguir destino.

É o que acontece, por exemplo, quando uma parte de uma mercadoria vem de caminhão, enquanto outra está no armazém.

Trata-se de um modelo mais flexível, mas que exige uma grande capacidade de coordenação por parte dos agentes envolvidos.

Sendo assim, para e-commerces com pouca experiência com operações logísticas, pode ser mais complexo de se trabalhar. 

Como implementar o cross docking na sua empresa

A boa implementação do cross docking vai depender de uma série de fatores.

O mais importante deles é a confiabilidade dos fornecedores envolvidos e do armazém responsável por receber as mercadorias que vêm das docas.

Ou seja: não basta só saber o que é cross docking. 

Acima de tudo, é imprescindível ter amplo conhecimento e prática na cadeia de suprimentos para que ele seja corretamente implementado.

Por isso, vale apostar em parcerias como a Pegaki, sua melhor opção para o first mile no e-commerce.

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